
Anima Mundi significa “alma do mundo”, conceito resgatado por James Hillman que nos convida a ver o mundo como vivo e cheio de alma. Nesse sentido, não é a alma que está em nós, mas nós que habitamos dentro da alma no cotidiano, nos sonhos, mitos, afetos e imagens que nos atravessam.
Escolhemos esse nome porque traduz nossa visão: a psicoterapia não é apenas cuidado individual, mas uma escuta simbólica da vida como um todo, com profundidade e poesia. Sem a pretensão de corrigir o curso das coisas, mas de acompanhar o que emerge, com suas formas e mistérios, com a imaginação como um túnel para o invisível.
Um percurso que não busca corrigir, mas acompanhar.
Como quem caminha devagar por um quintal antigo, deixando que as imagens falem, que as vozes da alma encontrem eco.
O processo começa como um primeiro aceno. Um encontro não marcado pela pressa, mas pela presença. Aqui, ouvimos o que chega: histórias, sonhos, lembranças, hesitações. A terapia começa quando algo pede passagem – uma imagem, um afeto, um silêncio.
Escutar é acolher o que emerge, mesmo o que parece estranho ou sem sentido. Não é análise, é convivência com as imagens. A escuta se faz com o coração , deixando que as imagens se revelem ao seu próprio tempo. Como quem se inclina para ouvir o murmúrio de um rio subterrâneo.
Cuidar é permanecer junto ao que apareceu. Não para resolver, mas para cultivar. É oferecer hospitalidade àquilo que nos visita em sonho ou memória, deixando que o gesto certo amadureça, como uma fruta em seu tempo.
A terapia não termina na sessão – ela reverbera. O que foi tocado ali continua soando, como um acorde que segue vibrando no ar. A alma não se integra; ela se desdobra, se multiplica, encontra novas vozes e modos de ser. A cura, se existe, é um florescimento – quando o invisível começa a germinar no cotidiano.
Para James Hillman, a alma não é uma coisa. Não é uma substância, nem um órgão dentro da gente, tampouco um lugar onde moram respostas absolutas.
A alma, dizia ele, é um modo de ver.
Um jeito de olhar o mundo com profundidade, com escuta, com poesia.
É aquilo que transforma uma lembrança em sabor de infância, que dá à saudade o tom de música antiga,
que faz da dor uma história com significado.
A alma mora nas entrelinhas.
No silêncio depois da fala.
No sonho que parece absurdo, mas insiste em tocar fundo.
No jeito que uma música nos atravessa,
no instante em que o céu parece dizer algo,
na ferida que não quer só ser curada,
mas compreendida.
A alma não se mede nem se escaneia ela se sente.
Presente quando a gente escuta com o coração,
quando fantasia, quando sofre com sentido,
quando ama com memória,
quando uma imagem nos move sem explicação.
Hillman dizia:
“A alma fala por imagens.”
Não imagens de câmera, mas imagens vivas:
símbolos, devaneios, mitos, recordações, atmosferas.
E o papel da psicoterapia não é eliminar essas imagens,
mas escutá-las.
Cuidar da alma não é consertar é acompanhar.
É sentar-se ao lado do mistério e perguntar com respeito:
“Que história você quer contar hoje?”
Por isso, a psicoterapia imaginal como a que vive na Anima Mundi é um cuidado com a escuta, com a beleza do invisível,
com os detalhes que o olhar apressado não percebe.
É um trabalho que se faz com violas, com palavras, com silêncio e presença.
Porque onde há alma, há sentido.
E cuidar da alma é abrir espaço para que a vida volte a nos falar com imagens, com poesia, com música, com sombra, com verdade..
Sabemos que aquela figura do violeiro, caipira antigo, que anda descalço tão presente nas telas de Almeida Junior, no cheiro da terra, na poeira das estradas de chão já não existe mais, senão na memória e no sonho. O mundo mudou, as paisagens se alteraram, e com elas, o modo de ser caipira.
Nas aulas online da Anima Mundi, formamos violeiros e violeiras caipiras imaginais não para reproduzir o passado, mas para reencontrar a alma do sertão que pulsa no presente, que vibra na corda da viola e na voz da poesia.
Graduado em Filosofia e psicoterapeuta junguiano em formação pelo Instituto Távola, Fabiano Baviera dedica-se ao estudo das obras de James Hillman e Carl Gustav Jung, cultivando a escuta da alma por meio das imagens, dos mitos e dos símbolos.
Ao mesmo tempo, carrega uma longa trajetória na cultura popular: violeiro, compositor e mestre de Folia de Reis, com mais de 30 anos de experiência. Sua viola, de meia-regra e cravelhas de madeira, guarda timbres antigos e memórias caipiras que dialogam com sua pesquisa filosófica.
Entre filosofia e viola, Fabiano tece pontes: a alma encontra linguagem tanto no consultório quanto no canto, tanto no mito quanto na música.
Graduado em Filosofia e psicoterapeuta junguiano em formação pelo Instituto Távola, Fabiano Baviera dedica-se ao estudo das obras de James Hillman e Carl Gustav Jung, cultivando a escuta da alma por meio das imagens, dos mitos e dos símbolos.
Ao mesmo tempo, carrega uma longa trajetória na cultura popular: violeiro, compositor e mestre de Folia de Reis, com mais de 30 anos de experiência. Sua viola, de meia-regra e cravelhas de madeira, guarda timbres antigos e memórias caipiras que dialogam com sua pesquisa filosófica.
Entre filosofia e viola, Fabiano tece pontes: a alma encontra linguagem tanto no consultório quanto no canto, tanto no mito quanto na música.
Quer conhecer mais a Anima Mundi ?
Graduado em Filosofia e psicoterapeuta junguiano em formação pelo Instituto Távola, Fabiano Baviera dedica-se ao estudo das obras de James Hillman e Carl Gustav Jung, cultivando a escuta da alma por meio das imagens, dos mitos e dos símbolos.
Ao mesmo tempo, carrega uma longa trajetória na cultura popular: violeiro, compositor e mestre de Folia de Reis, com mais de 30 anos de experiência. Sua viola, de meia-regra e cravelhas de madeira, guarda timbres antigos e memórias caipiras que dialogam com sua pesquisa filosófica.
Entre filosofia e viola, Fabiano tece pontes: a alma encontra linguagem tanto no consultório quanto no canto, tanto no mito quanto na música.
Chegue devagar, como quem entra numa casa antiga. Conte um pouco do que busca e deixe que a resposta venha com calma.
E-mail enviado com sucesso!
FecharErro ao enviar e-mail!
Fechar